Site com vírus: como saber se o seu está infectado

Notebook sobre mesa escura com a tela emitindo luz de alerta alaranjada sobre as mãos de quem digita

Site infectado raramente avisa. Ele continua abrindo, continua com a cara de sempre para quem administra, e o problema só aparece quando um cliente liga contando que o navegador mostrou uma tela vermelha antes de deixar entrar.

Na maior parte dos chamados que chegam até a Forpes Digital, o código malicioso já estava lá havia semanas. Ninguém percebeu porque um vírus de site bem escrito faz questão de não ser percebido: ele esconde o comportamento estranho de quem está logado no painel e mostra a versão suja só para visitante novo, vindo do Google.

Os sinais que aparecem primeiro

Antes do aviso do Google, o site costuma dar pistas. A dificuldade é que cada pista sozinha parece um problema banal, e é por isso que quase sempre passam batidas.

O que você percebeO que costuma ser
O site abre normal para você e redireciona para outra página no celular de um clienteInjeção de código que verifica quem está acessando antes de agir
Aparecem páginas que ninguém criou, com texto sobre cassino, remédio ou empréstimoSpam de SEO, hospedado no seu domínio para ranquear no lugar dele
O e-mail do domínio começa a cair no spam de todo mundoO servidor está disparando mensagem em massa sem o seu conhecimento
Usuário administrador novo, com nome esquisito, que você não cadastrouAcesso mantido de propósito, para o invasor voltar depois da limpeza
O site ficou lento sem motivo e a hospedagem reclama de consumoMineração ou envio de spam consumindo o processamento da conta

Um sinal isolado pode ser coincidência. Dois ao mesmo tempo quase nunca são.

Como confirmar sem depender de palpite

Duas checagens separam a suspeita da certeza e não custam nada. A primeira é abrir o seu domínio numa janela anônima, de preferência pelo celular, com o 4G ligado em vez do wi-fi do escritório. Muito código malicioso libera a versão limpa para IP conhecido e para quem já visitou o site antes.

A segunda é pesquisar site:seudominio.com.br no Google. O resultado mostra tudo que o buscador indexou do seu domínio. Se aparecerem títulos em outro idioma, ou palavras que não têm nada a ver com o seu negócio, o problema deixou de ser suspeita.

Quem tem o Search Console configurado tem ainda um terceiro caminho, mais direto: o relatório de Problemas de segurança avisa quando o Google encontrou conteúdo malicioso e diz em quais URLs.

O que não fazer nas primeiras horas

O reflexo mais comum é o mais caro. Trocar a senha do administrador e achar que resolveu deixa o site na mesma, porque o invasor quase sempre já plantou um arquivo que devolve o acesso sem precisar de senha nenhuma.

Reinstalar o WordPress por cima também não limpa. O núcleo volta ao original, mas o código malicioso raramente mora no núcleo: ele fica no tema, na pasta de uploads, num plugin desativado ou no banco de dados.

E restaurar um backup antigo sem antes descobrir a data da infecção costuma restaurar o vírus junto. Se a invasão aconteceu há três semanas e a cópia é de dez dias atrás, ela já está contaminada.

Tela de monitor com linhas de código desfocadas em azul e uma única linha destacada em laranja

Como funciona uma limpeza que resolve

Limpeza feita direito tem três resultados, não um: o site volta limpo, a porta de entrada é fechada e você fica sabendo por onde entraram. Sem a terceira parte, a reinfecção é questão de tempo.

Na prática o trabalho começa por uma cópia integral do site como ele está, infectado mesmo, para não perder evidência. Depois vem a comparação dos arquivos do WordPress com as versões originais, que revela em segundos o que foi alterado, e a varredura do banco de dados atrás de código injetado nas opções e nos posts.

Fecha com a remoção dos acessos plantados, a atualização do que estava desatualizado e o pedido de revisão ao Google, que tira o aviso vermelho do navegador. Esse pedido leva de algumas horas a poucos dias para ser processado.

Por onde eles entram

Quase nunca é um ataque direcionado à sua empresa. É um robô varrendo milhares de sites por dia atrás de uma falha conhecida, e a falha costuma ser plugin sem atualizar, tema pirata baixado de graça, senha fraca no administrador ou uma hospedagem sem isolamento, onde o site do vizinho infectado contamina a pasta do seu.

Tema nulled é o caso mais frustrante de todos, porque a infecção veio junto com o arquivo, de fábrica, e o dono do site pagou por ela com o próprio tempo depois.

Se o seu site está nessa situação agora

Quanto mais tempo o aviso do Google fica no ar, mais posição o site perde e mais difícil fica recuperar o tráfego depois. A recuperação de sites da Forpes Digital inclui o diagnóstico, a limpeza completa, o fechamento da porta de entrada e o relatório do que foi encontrado, para site que nós fizemos e para projeto de outra equipe.

O diagnóstico inicial não custa nada. Chame no WhatsApp (44) 3142-1808 e mande o endereço do site, que a gente olha e diz o que está acontecendo.

Depois que o site estiver limpo, vale conferir onde ele está hospedado. Boa parte das reinfecções que atendemos acontece em servidor compartilhado sem separação entre contas, e a nossa hospedagem de sites já sai com antivírus ativo, backup diário e isolamento entre contas.

Precisa de ajuda com o seu site?

Conte o que está acontecendo e devolvemos um diagnóstico com as próximas etapas.